Campanha Histórica na Copa do Nordeste

Foram oito jogos até o ASA chegar à histórica semifinal da Copa do Nordeste de 2013. Quatro vitórias, um empate e três derrotas; oito gols pró e seis contra, com saldo de dois tentos credores.

 

Duas vitórias fora de casa contra os potiguares América e ABC. O primeiro, o ASA nunca tinha vencido antes e, além de quebrar esse tabu, com a vitória avançou para as quartas de final da competição.

 

A outra vitória contra o ABC no Frasqueirão levou o alvinegro às semifinais da Copa do Nordeste e, de quebra, a manutenção da escrita de nunca ter sido derrotado pelo time abecedista, isso em treze confrontos em toda a história dos dois alvinegros.

 

As outras duas vitórias conseguidas ainda na fase de grupos contra o Vitória por 2 a 0 e contra o Salgueiro por 2 a 1 serviram de catapulta do ASA para guiná-lo às semifinais da Copa do Nordeste, junto com o Ceará, Fortaleza e Campinense.

 

Os mais poderosos clubes do Nordeste ficaram pelo caminho. Foi assim com o Santa Cruz, Sport, Bahia e Vitória, clubes de maior tradição pela estrutura, títulos conquistados e força das suas respectivas torcidas, localizadas nas maiores metrópoles nordestinas.

 

Mas futebol se decide mesmo dentro das quatro linhas do gramado, contudo para o sucesso é preciso antes muito planejamento, competência, honestidade e transparência. Fanfarrice, empáfia e dirigentes mais preocupados com os próprios umbigos são a receita do fracasso.

 

Esse modelo exitoso de gestão no ASA não começou ontem. A partir da conquista do título de 2000, o alvinegro arapiraquense aprendeu o caminho das vitórias e tem se aprimorado a cada ano paulatinamente. A prova disso está no número de títulos conquistados, desde então. Seis ao todo. Desde 2008, ou é campeão ou vice do campeonato alagoano.

 

O elenco é marcado pela presença de atletas oriundos das categorias de base e são esses o sustentáculo do clube das horas difíceis. O técnico olha para trás e ver opções, não medalhões, mas jovens valores ávidos pelo sucesso profissional e o melhor de tudo, alvinegros de nascença.

 

Nesses dias ansiosos que antecedem as semifinais da Copa do Nordeste 2013, a torcida do ASA obviamente sonha com o título de uma competição tão importante como essa, mas, por outro lado, é plenamente consciente das incomensuráveis dificuldades que o time terá pela frente, afinal, logo de cara, vem o confronto mata mata contra o poderoso Ceará.

 

Se conseguir mais essa façanha de ir à final, a exemplo do que fez em 2009, quando decidiu a Série C do Brasileirão com o América/MG, virão ou o Fortaleza do maestro José Luiz Mauro, o Vica ou o Campinense. Nesse sentido, o que vier daqui em diante é lucro.

 

Não obstante, acredito piamente num time de guerreiros em campo nas semifinais do Nordestão 2013, afinal o ASA é o gigante do futebol alagoano. Assim diz o hino do clube. “[...] Oh craques da esportiva, o ASA gigante tornai, com bravura e galhardia, ide avante, lutai, lutai [...]”.

 

Ide avante, lutai, lutai, guerreiros do ASA gigante e que venha o Ceará!