Lições de uma derrota

Aos 35 segundos de jogo, o zagueiro Kléberson, estreante do CSA, presenteia o ASA com um gol contra a sua própria meta; aos 18 minutos do 1° tempo, o alvinegro chega aos 2 x 0 em gol marcado pelo artilheiro do campeonato alagoano, Lúcio Maranhão. Prenúncio de vida fácil? Que nada! O ASA dormiu no ponto e recebeu um castigo merecido, neste domingo, 25/03/2012, no Estádio Rei Pelé, em partida válida pelo 2° turno do campeonato alagoano de futebol.
Dez minutos, depois de o alvinegro estar vencendo a partida por 2 x 0, Roni iniciava a virada azulina. 2 x 1. Mais três minutos e o meia Kel empatava a partida. 2 x 2.
Veio o 2° tempo, o ASA sonolento no gramado e o CSA, que não tinha nada a ver com isso, vira o jogo, 3 x 2, com gol do atacante Júnior Paraíba.
Só assim o ASA se lembrou da força do adversário, empurrado por sua torcida, mas aí encontrou a garra e a vontade de vencer que, ele mesmo, o ASA, não tivera, quando estava com dois gols de vantagem no marcador.
Pressionou, pôs bola na trave, mas, o CSA queria porque queria a vitória e, se a conseguiu, foi pela raça e dedicação de seus atletas em campo, aliás, o ASA não mereceu sequer estar à frente do marcador no 1° tempo. Se esteve, foi por puro acaso. O primeiro gol foi daqueles do tipo “Inacreditável Futebol Clube”.
O zagueiro não percebeu que o excelente goleiro Flávio estava longe do gol e deu um chute na bola. Parecia mais um atacante do ASA. Isso com 35 segundos de jogo. Depois, numa jogada individual do meia Valdívia, a bola sobrou para o Lúcio Maranhão, que a guardou no fundo do gol azulino.
Mas, futebol mesmo, o ASA só apresentou no 2° tempo e, mesmo assim, após tomar o terceiro gol. Aí não teve méritos de suplantar a melhor defesa do campeonato, que estava do outro lado do campo, atuando como se a partida fosse a última da competição.
Pois é, que sirva de lição ao time do ASA que “o jogo só termina, quando acaba”.
No final, quem sempre vence uma partida de futebol são as equipes que se superam em campo; Que têm mais garra e, em especial, mais humildade. Ao fazer o segundo gol, teve jogador do ASA, que ensaiou firulas e rodopios ridículos com a bola, esquecendo-se que joga num clube do interior, que, se está onde está, foi porque os atletas sempre puseram o coração na ponta das chuteiras.
Os próximos jogos serão ainda mais decisivos para o ASA e, na mesma medida, mais difíceis de serem vencidos, portanto, raça, humildade e muita vontade de vencer serão imprescindíveis.