Nem tudo está perdido, mas …

(FOTO: Arquibancadas metálicas antes da interdição)

 

Foram doze jogos e apenas dez pontos ganhos. Lembremo-nos que o ASA só jogou cinco partidas em casa e sete partidas distante do interditado Fumeirão. Consolo? Que nada! Muita preocupação isso sim, afinal, seriam dois pontos por jogo como mandante na média, o que resultaria em 38 pontos, projetando essa performance até a 38ª rodada. Resultado? Queda e coice certos.

 

Vencemos o São Caetano no Anacleto Campanella. No Fumeirão dos parafusos intermináveis, ganhamos do Boa Esporte e ABC e empatamos com o Barueri. Perdemos no Fumeirão afugentador de torcida para o líder Criciúma e para o vice líder Vitória. Nesses jogos, só não podíamos ter empatado em casa com o Barueri. Nos outros, nada fora da normalidade, afinal perder para os dois melhores times da competição não é coisa do outro mundo, mesmo jogando em casa.

 

Fora de casa foram seis derrotas, além da vitória já mencionada sobre o São Caetano, para: Ipatinga, Joinvile, América/RN, Avaí, Guaratinguetá e Ceará. Nesses jogos, ressalvo apenas as derrotas para o péssimo time do Ipatinga e para o Guaratinguetá. O ASA poderia ter conquistado aí uns quatro pontos, ou seja, somando esses quatro, mais dois perdidos frente ao Barueri em casa são seis pontos jogados literalmente na lata do lixo.

 

Para um time que tem como meta principal se manter na competição, não é aceitável deixar de conquistar seis pontos possíveis, que farão muita falta na reta final da Série B.

 

Mesmo assim, entendo que nem tudo está perdido, AINDA, desde que o alvinegro passe a fazer o seu dever de casa como sempre fez nas duas edições anteriores que disputou, aliás essa sempre foi a arma poderosa do ASA na Série B, qual seja jogar diante da sua torcida. Teremos mais QUATORZE partidas em Arapiraca, ou seja, oportunidades ímpares de recuperação na tabela de classificação.

 

Mas, contudo, porém e entretanto, cabe aqui REGISTRARMOS O NOSSO PROTESTO VEEMENTE contra a interdição interminável da ala leste do Estádio Coaracy da Mata Fonseca. Parafraseando o Bóris Casoy, “ISSO É UMA VERGONHA”!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Como é possível demorar-se mais de NOVENTA DIAS num reparo de tábuas das arquibancadas de madeira do Fumeirão???????? Estão apenas substituindo parafusos e tábuas desgastados pelo tempo. Isso começou ainda no campeonato alagoano e justamente nos jogos decisivos da competição, quando o alvinegro precisava do apoio maciço de sua torcida.

 

Como aconteceu no jogo decisivo do campeonato alagoano, agora nos jogos do ASA como mandante na Série B, o time perdeu o seu 12° jogador, que é a torcida presente naquele espaço, onde há a maior pressão do público sobre o time adversário e sobre o trio de arbitragem.

 

O resultado da preguiça demonstrada pelos administradores do Fumeirão é o ASA jogar em Arapiraca como se estivesse na casa do adversário. É triste estar presente no estádio e ver aquelas arquibancadas totalmente abandonadas. Pior ainda, é ver atletas do alvinegro sofrendo faltas passíveis de cartão amarelo e o juiz se omitindo, porque não tem a torcida pressionando em todas as dependências do Fumeirão.

 

Obviamente isso não é A justificativa para essa campanha vergonhosa do time do ASA, mas, em momentos de crise, todas as forças precisam estar presentes para ajudar na recuperação. No fator jogar como mandante, a torcida é peça fundamental e o alvinegro não pode tê-la maciçamente ao seu lado, porque o Poder Municipal, dono do estádio, não se sensibiliza ao ponto de concluir logo, mais esse remendo no Coaracy da Mata Fonseca. QUANTA INSENSIBILIDADE!

 

No mais, continuo acreditando que nem tudo está perdido, porque vejo progressos no desempenho dos atletas dentro de campo e uma diretoria guerreira, que não se acomoda e busca reforços incansavelmente.

 

Contra o Goiás, o técnico terá todo o elenco à disposição. Esperemos que o mais novo contratado, o lateral Eric, venha para ser titular. Creio que o time alvinegro, atuando num esquema 4-4-2 com: Gilson; Eric, Audálio, Gaúcho e Chiquinho Baiano; Cal, Geovane, Didira e Danilo Cruz; Rogério Maranhão e Lúcio Maranhão, seja capaz de vencer o Goiás e partir rumo à recuperação nesta Série B, por isso, digo: EU ACREDITO!