O Bobão da TV Alagoana

            Entra ano, sai ano e a Agremiação Sportiva Arapiraquense não aprende a estabelecer, em sua relação com a TV Pajuçara e com a Federação Alagoana de Futebol, a condição de clube melhor ranqueado pela CBF; de único representante estadual na Série B do campeonato brasileiro e de maior papão de títulos do milênio.

 

            A prova maior disso é a submissão às exigências da grade do citado canal televisivo no primeiro clássico do campeonato, disputado no último Sábado, contra o CRB, em Sol escaldante das 15 horas e com transmissão ao vivo para a cidade de Arapiraca. Resultado do abaixamento de calças: público ausente, atletas extremamente esfalfados e, por isso, mais propensos aos esgotamentos musculares.

 

            Do outro lado, o CRB e o CSA impõem condições mais aprazíveis para os seus cofres, na medida em que não autorizam a transmissão de seus jogos como mandantes ao vivo para Maceió. Com isso, viabilizam maior presença de público nas partidas disputadas no Estádio Rei Pelé. Nada a reclamar desses clubes, ao contrário, devemos enaltecer a decisão inteligente de suas diretorias, que primam pelo torcedor junto do time, apoiando-o e o empurrando para os resultados positivos.

 

            Isso ocorre desde quando os clubes, a FAF e a TV Pajuçara assinaram um documento, concordando com esse “dois pesos e duas medidas”. Com todo o respeito a clubes como o CEO, o União, o próprio Corinthians Alagoano e outros similares, esse contrato pode até ser rentável financeiramente, mas para ASA, CRB e CSA nada justifica transmissão dos jogos AO VIVO para a cidade do evento e EM TV ABERTA para agravar ainda mais a situação.

 

            Quem acompanha os meus posicionamentos sabe bem do respeito e confiança que deposito em todos os membros da diretoria alvinegra, formada por verdadeiros heróis, empenhados no crescimento do ASA gigante das Alagoas. No entanto, no assunto aqui tratado, divirjo inapelavelmente de tal atitude da cúpula do fantasma.

 

            Estamos aculturando o torcedor ao sofá ou à mesa do barzinho por livre e espontânea opção inexplicavelmente. Nada, repito nada justifica tal decisão. Lugar de torcedor que se preze é no Estádio Coaracy da Mata Fonseca, além disso, agindo assim, apequenamo-nos perante os dois clubes da capital. Se CRB e CSA exigem de forma estratégica condições para transmissão ao vivo dos seus jogos como mandantes, por que o ASA não faz o mesmo? Tic tac tic tac tic tac tic tac ... ... ... Pois é, paro, penso, paro, penso novamente, de novo, mais uma vez, não consigo encontrar nenhuma justificativa para tal aberração.

 

            Ontem não fui ao Trapichão por dois motivos: 1) O preço dobrado do ingresso para o torcedor do ASA, cobrado de forma ilegal pela diretoria do CRB e 2) Na vã expectativa de ver o jogo pela TV Pajuçara, como reciprocidade da transmissão da partida do último Sábado, diante desse mesmo CRB. Restou-me tão somente o rádio no pé do ouvido “prá fazer favor”, como se diz ironicamente no meio do povo.

 

            Sentindo-me lesado como torcedor alvinegro, na medida em que entendo ser o ASA atualmente, no mínimo, do mesmo tamanho dos dois grandes da capital, deixo aqui o MEU VEEMENTE PROTESTO para a direção do ASA, mais uma vez, transformar o alvinegro no BOBO DA TV ALAGOANA. Como de trouxa não tenho nada, reitero a minha discordância em ver o meu time do coração abaixando calça, cueca e calção para a TV Pajuçara e Federação Alagoana de Futebol.

 

Acabemos de uma vez com esse vexame! Acorda, diretoria do ASA!