O foco é vencer no Fumeirão

O primeiro objetivo do ASA numa competição do nível da Série B do campeonato nacional certamente é figurar, no mínimo, entre o 5° e o 16° colocados e, assim, assegurar a sua presença na temporada seguinte. O que vier, além disso, é lucro (e que lucro!).

 

Isso garante calendário cheio em 2014; melhores patrocínios; manutenção de um bom elenco de atletas; categorias de base motivadas pela esperança de revelar novos valores, haja vista a visibilidade propiciada pela televisão e assim por diante.

 

Faz-se necessária, obviamente, que haja competência administrativa dos dirigentes. E a palavra de ordem é planejamento, o norte na tomada das decisões. A segunda palavra de ordem é a estipulação de metas de desempenho, que devem ser acompanhadas e cobradas de todos no decorrer da temporada.

 

Nesse sentido, o alcance de 50 pontos ao final da Série B tem de ser o primeiro objetivo e o quanto antes se puder chegar lá, menos estresse nas últimas rodadas. Esse número representa 87,8% dos pontos disputados em casa. São 19 jogos do ASA como mandante. 19 x 3 (pontos) = 57 pontos.

 

A meta de 50 pontos a serem ganhos em Arapiraca representa 87,8% dos 57 a serem disputados na cidade. Derrota ou empate em casa representa a necessidade de recuperação desses pontos perdidos fora de casa, tarefa árdua, mas esse é o preço da incompetência como mandante dos jogos.

 

Até a 8ª rodada, o ASA disputou apenas três partidas em casa e tem  07 pontos na tabela. Deveria ter 08 (ou mais) para se manter dentro dos 87,8% (dos pontos como mandante). Mantida a performance atual (= a 77,8% dos pontos como mandante) só chegará a 44 pontos e dificilmente escaparia da degola.

 

E mais. Nos três jogos em casa perdeu dois e venceu apenas um. Não fosse a vitória contra o Boa Esporte e o empate contra o Paysandu, conseguidos fora de casa a situação seria muito pior. Mesmo vencendo os dois próximos jogos em casa (Atlético/GO e Bragantino) chegará a 13 pontos em 15 disputados como mandante, o que representaria 86,7% de desempenho.

 

Isso aproxima ao número ideal da meta de 50 pontos (86,7% de 57 = 49 pontos), mas ainda haveria ainda um déficit de um ponto para ser revertido nos próximos jogos em casa ou como visitante, para chegar ao índice de desempenho ideal de 87,8% já explicitado.

 

Muitos vão preferir a fixação de uma meta de 44% sobre o total de pontos da competição, que é de 114 nos 38 jogos (44% de 114 = 50 pontos). Ledo engano. Além de tirar o foco da importância de fazer bem o dever de casa, exercer-se-ia uma pressão irreal no clube. É a situação atual. O alvinegro jogou 08 partidas e conquistou 07 pontos, ou seja, 29% de desempenho. Nesse raciocínio, o ASA, mantida essa performance de 29%, só chegará a 33 pontos.

 

É preferível e muito mais factível a constatação de que vencer os jogos em casa é OBRIGAÇÃO do clube. Quem deve mandar no Fumeirão é o ASA gigante. A meta é de 87,8% de desempenho como mandante. Estamos com 77,8%, portanto, há um déficit a ser buscado nos próximos jogos em casa. O que vier de fora será lucro (= a gordura a ser queimada nas necessidades futuras) ou será a compensação do que for perdido no Estádio Coaracy da Mata Fonseca.

 

Ver o ASA impondo o seu futebol contra todos os adversários, que pisarem o gramado do Fumeirão nas próximas rodadas desta Série B, é a expectativa da torcida alvinegra e, para um estádio cada vez mais lotado, que o preço dos ingressos volte a ser mais acessível, em nível, entretanto, que não desmotive novas adesões ao programa de sócio torcedor. Sugestão: R$ 20,00 com livre acesso a todos os setores. Mulheres e estudantes, meia entrada; crianças até oito anos, entrada franca.

 

Que venha o Atlético/GO!