Precisa-se de um estádio.

(FOTOS DA ARENA JOINVILE)

O Estádio Municipal Coaracy da Mata Fonseca, o popular Fumeirão, foi fundado no dia 05 de Agosto de 1953. O seu nome é uma homenagem ao então prefeito responsável pela sua construção. Em 1978, recebeu melhorias com a implantação do gramado e a instalação dos refletores. Várias outras melhorias foram introduzidas ao longo do tempo, com o objetivo de ampliação de sua capacidade de público. Atualmente, o estádio comporta algo em torno de 15.000 pessoas, considerando as arquibancadas metálicas que ocupam toda a ala leste do imóvel pertencente à municipalidade.

No dia 09 de Fevereiro de 2011, a prefeitura assinou o contrato n° 098/2011 com a Construtora Cony Engenharia Ltda. para demolição das arquibancadas metálicas e construção, no mesmo local, de arquibancadas em concreto armado, mais uma escola em tempo integral e um posto de saúde embaixo da estrutura do estádio. Obras orçadas em R$ 3.688.362,78, portanto, há mais de um ano o contrato foi assinado e só agora no final de Abril deste ano toda a ala leste foi interditada, mas não para dar andamento ao contrato acima, mas apenas para a troca de madeiras e ferragens danificadas, ou seja, as arquibancadas metálicas continuarão a existir no Fumeirão não se sabe até quando.

Antes disso, toda a ala oeste já fora parcialmente reformada, mas as tão esperadas melhorias se transformaram num verdadeiro pesadelo. Logo ali, no filé mignon do Fumeirão, lado da sombra, as novas arquibancadas não oferecem o básico do básico, que é a visibilidade das quatro linhas do gramado. O torcedor da mais alta estatura e em pé não consegue ver todos os lances de uma partida de futebol.

As antigas arquibancadas da ala oeste, as “charmosinhas”, também passaram a sofrer do mesmo mal, o da falta de visibilidade, porque foram postas coberturas em policarbonato preto, impedindo a visão do torcedor dos lances do jogo. Outra aberração sem qualquer justificativa plausível.

Obviamente que, se por um lado o torcedor paga e é parcialmente frustrado em seu desejo de ver um espetáculo ao se dirigir ao Estádio Coaracy da Mata Fonseca, após as reformas até aqui realizadas pela municipalidade, por outro, conseguiu-se a aprovação dos órgãos competentes, autorizando a disputa dos jogos oficiais do campeonato estadual, Copa do Brasil e Série B do brasileirão.

Nesse particular, não houve prejuízo para a Agremiação Sportiva Arapiraquense, representante da cidade nessas competições. Só isso já nos leva a concluir que nem tudo foi perdido, o que justifica a boa intenção daqueles que envidaram tantos esforços para fazer tudo o que foi feito e ainda está se fazendo para melhorar o Fumeirão, mesmo com os percalços já relatados.

Diante do exposto, não é a intenção desse blogueiro criticar gratuitamente a administração municipal, que tem de ser louvada por todos os investimentos feitos para soerguer o futebol da nossa terra, mas, não obstante devermos agradecimentos ao competente prefeito de Arapiraca, por outro lado, não podemos aplaudir a forma atabalhoada empreendida até o momento nas reformas do estádio.

A pergunta que não quer calar é: Quanto ainda será necessário para resolver todos os problemas do Fumeirão? Uma coisa já é pública e notória. A ala oeste, ainda em obras, teria de ser reconstruída para atender a sua finalidade principal, que é permitir ao torcedor ver as quatro linhas do gramado. Imaginem isso! Desmanchar e reconstruir o que ainda nem terminou de ser feito, mas essa é a realidade.

Por isso, sempre defendi a construção de um novo estádio na cidade, a Arena Arapiraca. Ainda seria possível incorporar a tal projeto, por exemplo, espaços para o desenvolvimento de outros esportes em seu entorno. Ginásio de esportes, piscinas para natação, áreas para a prática de caminhadas, quadras de vôlei de praia, de forma que a juventude tivesse para onde se afastar das drogas e da criminalidade.

Não é novidade para ninguém que o Brasil sediará uma Copa do Mundo e uma Olimpíada nos próximos quatro anos, cuja matéria prima, os protagonistas desses eventos, já existe em todas as cidades brasileiras, que são as crianças e os adolescentes, os futuros atletas. Falta lapidá-los. Arapiraca poderia ser um dos destaques nacionais na formação de campeões, ao invés de figurar liderando as estatísticas da criminalidade como acontece hoje em dia.

Além disso, agregando a imagem do time do coração arapiraquense ao desenvolvimento do esporte como um todo no município, a cidade estaria invertendo a curva do combate ao crime. Ao invés da repressão policial e do rigor da lei, nem sempre eficazes, o convite saudável da camisa alvinegra para a prática de atividades formadoras e engrandecedoras do ser humano.

Nesse sentido, como torcedor do ASA gigante há mais de 40 anos, venho aqui fazer um apelo ao prefeito e ou a todos os políticos do agreste alagoano, para comprarem efetivamente essa boa briga, apresentando um projeto de construção de um parque esportivo em Arapiraca em outro local mais amplo, mas, tendo como grande âncora a ARENA ARAPIRACA, com capacidade de público de 15.000 pessoas confortavelmente sentadas, e, como mola propulsora do esporte, o ASA GIGANTE DAS ALAGOAS.

Quanto custaria tal empreitada? 20 ou 30 ou 40 milhões de reais. Muito pouco para tantos benefícios projetados. De onde viriam tais recursos? Certamente do governo federal em parceria com o município, que poderia ceder a área do empreendimento. Isso não é um devaneio, mas a constatação de uma real necessidade do município arapiraquense, “a metrópole do futuro”.